segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Enfim... Passado o primeiro dia

Confesso, nesta madrugada não “preguei os olhos”, ou seja, passei horas a rolar pela cama, uma incursão pelo submundo da insônia. Preocupação. Agitação. Volta às aulas.
Sempre fui assim, preocupado. Quero que as coisas aconteçam de maneira perfeita. Sem erros, mas é impossível. Principalmente em se tratando de trabalho. Com o passar dos anos fui aprendendo que a perfeição dificilmente pode ser atingida e confesso que até hoje corro incansavelmente atrás dela. Não sei se um dia avistá-la-ei, mas batalho. Não deixo “a peteca cair”.
Lá se vão dez anos que iniciei minha carreira como docente. Comecei no ano de 1999 ao terminar o último ano da graduação. Foi muito importante a decisão de seguir a carreira docente. O Ensino sempre soou como um alarme, algo que despertasse o meu carinho e vontade de passar aquilo que aprendera aos semelhantes e foi dessa forma que o Magistério me cativou - a doação.
O início de ano sempre nos reserva surpresas, principalmente em se tratando de Educação. Este ano, depois de três anos fora da minha cidade natal, Taquaritinga, retornei ao trabalho, como docente, exercendo a função de coordenador pedagógico no Colégio Objetivo. Fiquei feliz. Extremamente feliz. Ao longo dessa década dedicada à Educação aprendi muito e ainda tenho muito que aprender, mas ganhei muito conhecimento e dessa forma pretendo caminhar: ganhando conhecimento e compartilhando-o aos semelhantes.
Minha esposa abraçou o Magistério também, deixou os ternos, pastas, saltos de Secretária Executiva e passou a lecionar. É uma das professoras do Colégio Objetivo. Sei que com ela não terei trabalho, como por exemplo – indisciplina, mas minha preocupação é muito grande por saber que além de minha esposa ela lecionará língua portuguesa, disciplina a qual me formei e ao longo destes anos me dediquei. Sei de sua competência, mas quero vê-la brilhar, arrasar nesta nova etapa de nossas vidas. Ela é minha esposa, professora de língua portuguesa, mas acima de tudo, é uma educadora e é por isso que exijo, cobro a sua perfeição, também.
A Bia, Beatriz, nossa filha, ficou pela primeira vez só, é claro acompanhada dos avós e tios, mas saiu de nossos braços pela primeira vez. Essa era uma de minhas preocupações. Mas correu tudo bem. Comportou-se como poucos bebês. Educadíssima. Filha de grandes e dedicados educadores.
Por fim, tudo correu muito bem e até o dia 18 de dezembro pretendo dormir mais noites do que ficar acordado, preocupado com uma situação controlável.

Um comentário:

Priscila Sant'Anna disse...

Querido,
Que belo texto escreveste. Suas criações sempre me surpreendem, me cativam. E esse em especial demonstra o excelente educador que és, zeloso, especial. Assim o és no papel de pai, de marido e companheiro. Obrigada por compartilhar comigo teu know-how e elucidar minha dúvidas.
Creio que a frase que me disseste no início está começando a se cumprir.
Beijos
PRi