terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ainda não!


Quem foi que disse que o carnaval acabou? Há algum documento decretando o seu fim? Anunciaram no Jornal Nacional ou deu em edição extraordinária no programa matinal da Fátima Bernardes? Já sei! foi um desses aí encostados, acamados pela desilusão da vida que saiu falando e foi então que o telefone sem fio se estendeu. Os dados se espalharam, do cidadão que passou esta mensagem desnecessária, e proliferaram pelos quatro cantos. É o poder da internet. Já se encontra no facebook e nas demais redes sociais, que coisa heim... E ainda não encontraram a senhora que botou fogo na Vila Liberdade em Porto Alegre, histórias fantásticas que os donos da Arena contam para expulsarem os pobres moradores deste bairro. Solteiro, nunca se casou, ainda prega a sua virgindade, porém já existem alguns processos contra ele por tentativa de estupros. Capivara extensa, a deste cidadão.
            Quem disse que o carnaval para por aqui? Temos mais dez meses de extensas atividades políticas no Senado e Câmara Federal, ali as fantasias se liberam agora, eles voltam do seu eterno descanso merecido. Prometeram não dormir no ponto e duelar com suas espadas fantasiosas contra a corrupção. Mas como acreditar que o carnaval terminou se o Senado retirou José Sarney e optou por Renan Calheiros? Como acreditar que o carnaval deu passagem a vida normal se o PMDB ocupou a Presidência da Câmara Federal? Definitivamente não cessou, os portões da folia continuam escancarados, prontos para a passagem das escolas da corrupção, do mensalão ou qualquer outro ao que os nossos congressistas não se cansam de alimentar.

            Nas ruas a sujeira continuará a mesma, com algumas alterações, pois há os que limpam e persistem os homens e mulheres que as sujam. Quanta calçada emporcalhada pelos ricos de plantão e ainda insistem em me dizer que a festa de Momo acabou... Não acredito! Sairei convencido que o carnaval terminou quando realmente enquadrarem os políticos corruptos, multarem aqueles que insistem em sujar a cidade e colocar a culpa nos desfavorecidos (rico também é sujo, mais porco do que imaginamos), quando as gentilezas forem um método de todos os seres humanos (de repente só mais alguns), mas este dia parece estar longe. As serpentinas continuam a sair da boca daqueles que clamam por justiça e que prometeram uma vida melhor aos seus semelhantes, os confetes são arremessados em nossas caras como se as tampasse e nos obstruíssem em ver a verdade. As suas fantasias são postas a cada período eleitoral e não são mais tiradas, eles adoram se travestirem, opção pela máscara para não terem suas faces reveladas. Não desejam olhar diretamente nos olhos de seus eleitores.
            Enquanto a mídia expõe aos resultados das Escolas de Samba campeãs com o seu preferido DEZ, a escola pública espera há dezenas de anos pelo seu dez. E ainda insistem em dizer que o carnaval acabou...